Governo lança medidas para combater feminicídio e promover saúde da mulher

O Ministério da Saúde anunciou hoje uma série de medidas para proteger e cuidar da saúde das mulheres no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as ações, estão a implementação de teleatendimentos, regulamentação de reconstrução dentária para vítimas de violência doméstica, um mutirão de saúde da mulher e investimentos no atendimento a gestantes.

Além disso, o ministério propôs à Organização Mundial da Saúde (OMS) o reconhecimento do feminicídio na Classificação Internacional de Doenças (CID), com o objetivo de criar um código específico para esses casos de morte, padronizando o registro nos sistemas de saúde.

De acordo com o Ministério, de 2011 a 2024, o SUS registrou 2,1 milhões de casos de violência contra mulheres, sendo a violência física responsável por 70% dos registros. Em seguida, aparecem casos de violência sexual, moral e financeira.

Mutirão

Nos dias 21 e 22 de março, todos os hospitais universitários, hospitais e institutos federais participarão de um mutirão de saúde da mulher, oferecendo exames, consultas e cirurgias em diversas especialidades como cardiologia, ginecologia, oncologia e oftalmologia.

No dia 21, todas as Unidades Básicas de Saúde estarão abertas para ampliar o acesso a métodos contraceptivos, com a inserção de Implanon e dispositivo intrauterino (DIU).

Teleatendimento

Outra ação anunciada é a oferta de teleatendimentos psicológicos para mulheres vítimas de violência, com previsão de 4,7 milhões de atendimentos por ano. O serviço começará em Recife e no Rio de Janeiro e será expandido para todos os estados até junho.

Atendimento odontológico

O programa de reconstrução dentária para vítimas de violência doméstica no SUS, sancionado em abril do ano passado, entra em vigor com a regulamentação do projeto de lei 4.440/2024. O programa prevê a disponibilização de impressoras 3D e scanners para confecção de próteses dentárias personalizadas.

Além disso, serão investidos R$ 4,8 bilhões na construção de 36 novas maternidades e 30 Centros de Parto Normal, e os repasses para exames de pré-natal serão aumentados de R$ 55 para R$ 144 por gestante.

HPV e câncer

O Ministério da Saúde prorrogará a ação de resgate vacinal de adolescentes de 15 a 19 anos não vacinadas contra o HPV, e todos os centros de saúde do país oferecerão teste de DNA-HPV até o final de 2026, permitindo a detecção precoce do vírus.

O HPV é a principal causa do câncer de colo do útero e está relacionado a outros tipos de câncer, como no pênis, vulva, vagina, canal anal e orofaringe.

By Aconteceu SP

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