Cooabriel quebra recorde e atinge faturamento de R$ 3 bilhões em 2025.

A Cooabriel – maior cooperativa de café conilon do Brasil – fechou 2025 com uma receita bruta acima de R$ 3 bilhões, o que representa um crescimento de 17% em comparação ao ano anterior. O valor está em linha com o faturamento projetado em meados do ano passado.

Em 2024, a receita foi de R$ 2,57 bilhões, um crescimento que já tinha sido bem expressivo com relação ao ano anterior.

Um dos indicadores que puxou esse resultado de 2025 foi a recepção de safra recorde, que quase dobrou de tamanho e superou em 90% o volume recebido no ciclo anterior. Esse dado representa o volume de café que a Cooabriel recebe dos produtores rurais.

A comercialização de insumos, que é a segunda maior fonte de receita da cooperativa, também performou positivamente. A rede de 18 lojas da Cooabriel ultrapassou R$ 720 milhões em volume de negócios, um avanço de 37% em relação ao ano anterior.

O número de cooperados acompanhou esse movimento, com um acréscimo de 19%, somando mais de 9.700.

O avanço é reflexo da valorização dos preços do café, somada a um crescimento orgânico e planejado pela cooperativa. Essa é a avaliação do presidente da Cooabriel, Luiz Carlos Bastianello.

“É importante lembrar que em 2025, o café apresentou preços satisfatórios. Mas também houve um crescimento real, relacionado ao aumento na recepção de safra, na movimentação das lojas e no ingresso de novos cooperados. Foi um ano muito positivo”, considera.

Para o gerente corporativo contábil financeiro, Samuel Lopes Fontes, o avanço ocorreu de forma equilibrada entre o segmento café e demais negócios. “Foi um ano marcado por desafios no mercado financeiro, especialmente com o alto custo dos juros. Mesmo diante desse cenário econômico desafiador, conseguimos performar bem, o que contribuiu para a geração de um resultado consistente para os cooperados”, pontua.

A eficiência da gestão constitui outro fator relevante para o bom momento apontado pelo balanço da instituição, segundo Fontes. “Houve evolução tanto em volume quanto em receita, o que caracteriza um crescimento real e não apenas impulsionado por variáveis de preço. A capacidade da cooperativa em converter esse faturamento em resultado líquido é fruto de decisões estratégicas na alocação de capital, priorizando investimentos de alto impacto e mantendo uma gestão de custos rigorosa”, observa.

By Aconteceu SP

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