O representante legal de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, acusado de ser o “sicário” de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, contestou as informações divulgadas pela Polícia Federal de Minas Gerais, afirmando que não houve abertura de protocolo de morte cerebral para o cliente. No entanto, a defesa reconheceu que o estado de saúde de Mourão é grave.
Segundo o advogado Robson Lucas, que representa Mourão, “De acordo com o boletim médico divulgado hoje à tarde, o estado de saúde de Luiz Phillipi continua grave e ele permanece em monitoramento no CTI do Hospital João XXIII. Não houve alteração de ontem para hoje e não estão presentes, até o momento, os requisitos clínicos que autorizem o início do protocolo de morte cerebral. Amanhã, no horário de visitas, entre 14h30 e 15h30, teremos informações atualizadas.”
A polícia federal de Minas Gerais havia divulgado que Mourão teria cometido suicídio no dia 4 de novembro. No entanto, uma nota oficial da corporação não confirmou a morte. De acordo com a polícia, o “sicário” foi encontrado desacordado em sua cela na Superintendência Regional da PF no Estado. A tentativa de suicídio ocorreu enquanto Mourão estava sob custódia no local após ser detido na terceira fase da Operação Compliance Zero.
Em comunicado, a PF relatou que, ao tomar conhecimento da situação, agentes federais prestaram socorro imediato. Foram realizados procedimentos de reanimação e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, conforme informado pela corporação.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “sicário”, é apontado nas investigações como responsável pela obtenção de informações confidenciais, pelo monitoramento de adversários e pela neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
