Café impulsiona a economia do Espírito Santo, do interior aos portos, e fortalece as exportações

A cultura do café se destaca como a principal atividade agrícola no Espírito Santo, posicionando o estado como o segundo maior produtor de café no Brasil. Este estado contribui significativamente para a produção nacional, com mais de 30% da quota total, sendo conhecido pela variedade arábica e conilon.

Conforme informações do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural, a cafeicultura corresponde a 37% do PIB agrícola do Espírito Santo.

Importância do setor: O café desempenha um papel crucial na movimentação de uma extensa cadeia produtiva, sendo um dos pilares fundamentais da economia capixaba.

Importância econômica

A cafeicultura é essencial para o desenvolvimento econômico do Espírito Santo, pois cria oportunidades no campo e incentiva setores como indústria, logística, comércio exterior e serviços.

  • O economista Carlos Eduardo Cardoso destaca que a cafeicultura não apenas impacta diretamente as propriedades rurais, mas também mantém uma vasta rede de atividades econômicas correlatas.

“É um efeito multiplicador na economia estadual, beneficiando diversos setores como insumos agrícolas (fertilizantes, máquinas e equipamentos), serviços (consultoria, seguros, crédito rural), além da indústria de torrefação, moagem e embalagens. Também abrange logística (transporte e armazenamento) e comércio exterior”, explica Carlos Eduardo Cardoso.

Carlos Eduardo Cardoso, economista e auditor de finanças do Estado

Influência social e familiar

O extensionista César Abel Krohling ressalta que a cafeicultura também exerce um papel social significativo nas comunidades produtoras.

  • “A cafeicultura é vital para a economia local, o bem-estar das famílias e para garantir que as novas gerações permaneçam na agricultura. Observamos muitos jovens retornando às propriedades familiares após seus estudos”, afirma Krohling.
  • O produtor Edmar Busato representa a quarta geração da sua família dedicada à cafeicultura.
  • “Iniciamos nossa atuação com cafés especiais em 2003, quando aconteceu um movimento forte no Espírito Santo visando melhorar a qualidade da produção. Foi nesse período que decidimos entrar nesse mercado”, relembra ele.

Café capixaba nos mercados internacionais

A liderança do Espírito Santo se reflete também nas exportações. O estado oferece desde cafés commodities até grãos especiais de alta qualidade para países como México, Japão e várias nações europeias.

Destaque: Em 2025, o México foi o principal receptor do café capixaba, absorvendo 13% das exportações totais do estado.

A Bélgica ocupa o segundo lugar (10%), seguida pela Turquia (8%), Estados Unidos (7,3%), Colômbia (7,11%), Espanha (7,07%) e Itália (6%).

  • César Abel Krohling observa que o Brasil continua sendo líder mundial tanto na produção quanto na exportação de café, enviando anualmente entre 40 e 45 milhões de sacas para mercados internacionais.
  • “O Brasil é uma referência global na produção cafeeira. Exportamos para praticamente todos os países que consomem café, atendendo desde aqueles que buscam variedades tradicionais até os que preferem cafés especiais”, complementa Krohling.

Café solúvel ganha espaço nas exportações

Outro segmento em expansão é o café solúvel. Associado à praticidade e ao consumo rápido, este produto tem mostrado crescimento em diversos mercados internacionais e representa uma parte significativa das exportações capixabas.

  • Números: Segundo dados do Cecafé, em 2025 foram embarcadas pelo estado cerca de 424,7 mil sacas de café solúvel com peso de 60 quilos cada uma, evidenciando sua relevância econômica.
  • A Real Café, parte do Grupo Tristão e responsável pela marca Café Cafuso, considera esse produto essencial para sua operação. Com mais de 45 toneladas processadas diariamente, a empresa transforma o café verde em diversos produtos finais.
  • Bruno Giestas, diretor da Real Café destaca que aproximadamente 80% da produção de café solúvel é destinada ao mercado internacional.

O crescimento do consumo de café solúvel ocorre principalmente nas grandes cidades onde há uma busca por praticidade. É um mercado em expansão com forte presença do Espírito Santo.

Bruno Giestas , diretor da Real Café

Perspectivas para a safra de 2026

As expectativas para a safra de café em 2026 são promissoras.

  • César Abel Krohling informa que a previsão feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sugere uma colheita próxima a 4.4 milhões de sacas de café arábica no estado , com níveis elevados de produtividade comparáveis aos melhores anos recentes .
  • “Tudo indica que teremos uma safra muito boa com condições climáticas ideais que favoreceram o enchimento dos grãos , prevendo-se uma produtividade perto das&nbsp ;35 sacas por hectare ”, conclui .

Resumo final

  • A cafeicultura movimenta diferentes áreas da economia , gera empregos , impulsiona as exportações e ajuda na permanência das famílias no campo , solidificando assim sua importância para o crescimento sustentável do estado .
  • Com uma produção variada , reconhecimento internacional crescente e perspectivas otimistas para a safra de 2026 , a cafeicultura capixaba continua ampliando sua importância tanto no âmbito nacional quanto global .

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By Aconteceu SP

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